do grande mestre, Cartola.
http://www.youtube.com/watch?v=HN0_mN7fWa8&feature=player_embedded#!
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar...
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Sorrir prá não chorar
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...
escritos, sonhos, desabafos, poemas, ficções e inspirações de uma escritora frustrada.
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Preciso me encontrar
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Lamaringoni
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12:37 AM
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domingo, 19 de junho de 2011
Dê
Dê amor
Dê paixão
Dê espera
Dê esperma
Dê prazer
Dê fogo
Dê uma nela
De carinho
De sacanagem
De sarro
De fato
Dê amor
Dê segurança
De anca na anca dela
E amanheça de cabeça dentro dela
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Lamaringoni
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11:56 AM
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quarta-feira, 20 de abril de 2011
Y que vengan los veinte y seis.
Entro na segunda faixa da população: aquela que é mais economicamente ativa; a partir de agora, dimimui o valor do seguro de automóvel para as mulheres, já que chego ao auge da minha fertilidade, e mulheres assim costumam ser mais cuidadosas.
Também significa que eu já posso usar renew da Avon, ou chronos da Natura. já é hora de morar sozinha. já deveria ler Cláudia, e espera-se que em breve eu encontre um homem também economicamente ativo, que formemos um casal, que moremos em um apartamento com um gato ou cachorro e em dois ou tês anos, arrumemos para os nossos pais os tão sonhados netos. Sou adulta, enfim.
Algo assim deveria ser o plano ou o esquema da minha vida. Mas, confesso, nada disso ainda é parte efetiva dela. exceto, talvez, o lance da fertilidade, e o fim da juventude. O mundo é hoje muito diferente daquilo que eu sonhei há dez anos. infinitamente diferente daquilo que eu planejei quando tinha quinze. Confesso que é um pouco frustrante ver que vários dos seus planos se perderam no caminho, que outros continuam os mesmos mas ainda não passam de projetos, e que outros parecem cada vez mais impossíveis, mas a chegada de um novo ano, e aquele desejo de aniversário feito no soprar das (26) velinhas, renovam as esperanças desde coraçãozinho de que alguns deles sairão dessa vez do projeto. e ver quanta coisa eu fiz no ano que se passou ajuda a dar aquele ânimo bacana pra soprar todas a velas de uma vez só.
Mas a verdade é que adoro meu aniversário. quando criança, amava o fato de ter nascido em feriado, de ter sempre folga e de pensar que o dia era só meu. quando descobri que outras pessoas compartilhavam a data comigo, a frustração primária pela perda da exclusividade logo cedeu lugar à alegria: só tem gente legal fazendo aniversário comigo, e é assim até hoje.
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10:00 PM
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quinta-feira, 7 de abril de 2011
Para fazer, continuar a fazer, sempre fazer:
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quarta-feira, 16 de março de 2011
Let's do it
eu sei lá
Vai saber
A gente faz o que dá pra fazer
Deixa estar
Manda ver
Que a vida faz da gente o que quer
Faz chorar
Dá prazer
E é um tudo um jazz
E tanto faz
Eu quero mais é ser feliz
Sem quás, quás, quás
Nem ti, ti, tis
No more to "bes" or not to "bes"
(Léa Freire/ Jean Garfunkel)
ouça aqui
Vai saber
A gente faz o que dá pra fazer
Deixa estar
Manda ver
Que a vida faz da gente o que quer
Faz chorar
Dá prazer
E é um tudo um jazz
E tanto faz
Eu quero mais é ser feliz
Sem quás, quás, quás
Nem ti, ti, tis
No more to "bes" or not to "bes"
(Léa Freire/ Jean Garfunkel)
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quinta-feira, 10 de março de 2011
o guardador de rebanhos
Em homenagem à noite mais memorável do carnaval 2011. Para Anita e Artur. Depois virá um com palavras minhas.
VIII
Num meio-dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas…
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!
Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas.
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar no chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou —
«Se é que ele as criou, do que duvido» —
«Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres.»
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.
Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.
A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E a outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é o de saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.
A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontando.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo um universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.
Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens
E ele sorri, porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos-mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos os muros caiados.
Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.
Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate as palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.
Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?
VIII
Num meio-dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas…
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!
Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas.
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar no chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou —
«Se é que ele as criou, do que duvido» —
«Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres.»
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.
Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.
A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E a outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é o de saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.
A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontando.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo um universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.
Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens
E ele sorri, porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos-mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos os muros caiados.
Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.
Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate as palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.
Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Adiamento
Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjetividade objetiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-rne para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o rnundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...
Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de domingo divertia-rne toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...
O porvir...
Sim, o porvir...
(Alvaro de Campos)
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjetividade objetiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-rne para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o rnundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...
Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de domingo divertia-rne toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...
O porvir...
Sim, o porvir...
(Alvaro de Campos)
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
primavera, verão, outono, inverno... e primavera
Baby love, my baby love
![]() |
| You'll find that life is still worthwhile,If you just smile |
![]() |
| Light up your face with gladness |
![]() |
| Smile though your heart is aching |
![]() |
| Altho' a tear may be ever so near, that's the time you must keep on trying |
![]() |
| Smile even though it's breaking |
![]() |
| Hide every trace of sadness |
![]() |
| When there are clouds in the sky - You'll get by |
Smile and maybe tomorrow
You'll find that life is still worthwhile,
If you just smile
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Gosto do Pessoa na pessoa, da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010
do fundo do baú - parte 2
| Abril de 1988 - Casa da Vó Marica e da Tia Rosita. O ovo, eu e a Lola |
| Mã, eu e Lolô |
| Eu bem faceira com uma boneca horrorosa que eu amava. |
Deu vontade de mostrar quando eu era pequenina. bons tempos, aqueles.
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Solidão, que nada.
"Ganhei" essa música de presente hoje. E não é que gostei? Amigos são uma coisa boa demais, sô!
Solidão, que nada
Solidão, que nada
(Cazuza)
Cada aeroporto
É um nome num papel
Um novo rosto
Atrás do mesmo véu
Alguém me espera
É um nome num papel
Um novo rosto
Atrás do mesmo véu
Alguém me espera
E adivinha no céu
Que meu novo nome é
Um estranho que me quer
E eu quero tudo
No próximo hotel
Por mar, por terra
Ou via Embratel
Ela é um satélite
E só quer me amar
Mas não há promessas, não
É só um novo lugar
Viver é bom
Nas curvas da estrada
Solidão, que nada
Viver é bom
Partida e chegada
Solidão, que nada
Que meu novo nome é
Um estranho que me quer
E eu quero tudo
No próximo hotel
Por mar, por terra
Ou via Embratel
Ela é um satélite
E só quer me amar
Mas não há promessas, não
É só um novo lugar
Viver é bom
Nas curvas da estrada
Solidão, que nada
Viver é bom
Partida e chegada
Solidão, que nada
![]() |
| Amigos de há muito. |
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sob outra inspiração,
solidão
segunda-feira, 19 de julho de 2010
A couve
Eu: "o que tem de almoço, hoje?"
Ela: "Fiz panquecas de carne pra você. E arroz, feijão e cove frô".
Adoro panquecas, adoro arroz, sou maluca por feijão, mas o jeito como ela fala da couve me comove.
é a couve frô mais bonita, singela e deliciosa do mundo. É até pecado chamar de flor. Aquela couve, a da Geni, é pura e simplesmente frô. Não ouse pensar diferente: qualquer outra coisa não é parte das delícias culinárias dela. Eu bem que sei.
Ela: "Fiz panquecas de carne pra você. E arroz, feijão e cove frô".
Adoro panquecas, adoro arroz, sou maluca por feijão, mas o jeito como ela fala da couve me comove.
é a couve frô mais bonita, singela e deliciosa do mundo. É até pecado chamar de flor. Aquela couve, a da Geni, é pura e simplesmente frô. Não ouse pensar diferente: qualquer outra coisa não é parte das delícias culinárias dela. Eu bem que sei.
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3:23 PM
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quarta-feira, 7 de julho de 2010
Citando...
"Eu assumo compromisso com o meu coração partido de corpo e alma. É algo de que eu nunca vou abrir mão. Mas esse coração partido, de certa maneira, é a minha característica. É uma representação do processo do meu trabalho.Na posição de artistas, vivemos eternamente com o coração partido."
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12:07 PM
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sábado, 3 de julho de 2010
fórmula mágica
esquecido por
Lamaringoni
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2:58 AM
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
Um bom poema
um bom poema
leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto
Paulo Leminski
esquecido por
Lamaringoni
às
11:34 PM
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Lamaringoni
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6:29 PM
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terça-feira, 29 de junho de 2010
Music Monday X
faz tempo que eu não posto por aqui. mas hoje é segunda, e por isso é dia de music monday.
Two of us
Lennon/McCartney
Lançada em 1969 e composta pelo Paul para a Linda.
Two of us riding nowhere
Spending someone's
Hard earned pay
You and me Sunday driving
Not arriving
On our way back home
We're on our way home
We're on our way home
We're going home
Two of us sending postcards
Writing letters
On my wall
You and me burning matches
Lifting latches
On our way back home
We're on our way home
We're on our way home
We're going home
You and I have memories
Longer than
the road that stretches out ahead
Two of us wearing raincoats
Standing so low
In the sun
You and me chasing paper
Getting nowhere
On our way back home
We're on our way home
We're on our way home
We're going home
You and I have memories
Longer than the road that
stretches out ahead
Two of us wearing raincoats
Standing so low
In the sun
You and me chasing paper
Getting nowhere
On our way back home
We're on our way home
We're on our way home
We're going home
You and I have memories
Longer than the road that
stretches out ahead
Two of us wearing raincoats
Standing so low
In the sun
You and me chasing paper
Getting nowhere
On our way back home
We're on our way home
We're on our way home
We're going home
[We're going home...
Better believe it]
vamos, é claro, com eles, my beloved beatles.
Two of us
Lennon/McCartney
Lançada em 1969 e composta pelo Paul para a Linda.
Two of us riding nowhere
Spending someone's
Hard earned pay
You and me Sunday driving
Not arriving
On our way back home
We're on our way home
We're on our way home
We're going home
Two of us sending postcards
Writing letters
On my wall
You and me burning matches
Lifting latches
On our way back home
We're on our way home
We're on our way home
We're going home
You and I have memories
Longer than
the road that stretches out ahead
Two of us wearing raincoats
Standing so low
In the sun
You and me chasing paper
Getting nowhere
On our way back home
We're on our way home
We're on our way home
We're going home
You and I have memories
Longer than the road that
stretches out ahead
Two of us wearing raincoats
Standing so low
In the sun
You and me chasing paper
Getting nowhere
On our way back home
We're on our way home
We're on our way home
We're going home
You and I have memories
Longer than the road that
stretches out ahead
Two of us wearing raincoats
Standing so low
In the sun
You and me chasing paper
Getting nowhere
On our way back home
We're on our way home
We're on our way home
We're going home
[We're going home...
Better believe it]
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Lamaringoni
às
1:14 AM
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sexta-feira, 25 de junho de 2010
no dia em que o sol morreu
"por entre os fios dos seus cabelos,
por entre os dedos da minha mão
passaram certezas e dúvidas..."
é, ando deixando muito a desejar, por aqui.
mas eu volto, prometo.
por entre os dedos da minha mão
passaram certezas e dúvidas..."
é, ando deixando muito a desejar, por aqui.
mas eu volto, prometo.
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Lamaringoni
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4:46 PM
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terça-feira, 8 de junho de 2010
Music Monday IX
algo inédito... hoje quero algo inédito por aqui... vamos de
Where the broken hearts go
(versão Me first and the gimme gimmes)
do álbum Take a Break, lançado em 1 de julho de 2003
I know it's been some time
but there's something on my mind
You see
I haven't been the same
since that cold November day.
We said we needed space
but all we found was an empty place
And the only things I learned
is that I need you desperately.
So here I am and can you please tell me:
Where do broken hearts go
can they find their way home
Back to the open arms of a love that's waiting there?
And if somebody loves you
won't they always love you?
I look in your eyes
and I know that you still care for me.
I've been around enough to know
that dreams don't turn to gold
And that there is no easy way
no
you just can't run away.
And what we had was so much more
than we ever had before
And no matter how I try
I can't get you off my mind.
So here I am
and can you please tell me:
Where do broken hearts go
can they find their way home
Back to the open arms of a love that's waiting there?
And if somebody loves you
won't they always love you?
I look in your eyes
and I know that you still care for me.
And now that I am here with you
I'll never let you go
I look into your eyes
and now I know
now I know:
Where do broken hearts go
can they find their way home
Back to the open arms of a love that's waiting there?
And if somebody loves you
won't they always love you?
I look in your eyes
and I know that you still care for me.
Yeah. Yeah. Yeah.
Where the broken hearts go
(versão Me first and the gimme gimmes)
do álbum Take a Break, lançado em 1 de julho de 2003
I know it's been some time
but there's something on my mind
You see
I haven't been the same
since that cold November day.
We said we needed space
but all we found was an empty place
And the only things I learned
is that I need you desperately.
So here I am and can you please tell me:
Where do broken hearts go
can they find their way home
Back to the open arms of a love that's waiting there?
And if somebody loves you
won't they always love you?
I look in your eyes
and I know that you still care for me.
I've been around enough to know
that dreams don't turn to gold
And that there is no easy way
no
you just can't run away.
And what we had was so much more
than we ever had before
And no matter how I try
I can't get you off my mind.
So here I am
and can you please tell me:
Where do broken hearts go
can they find their way home
Back to the open arms of a love that's waiting there?
And if somebody loves you
won't they always love you?
I look in your eyes
and I know that you still care for me.
And now that I am here with you
I'll never let you go
I look into your eyes
and now I know
now I know:
Where do broken hearts go
can they find their way home
Back to the open arms of a love that's waiting there?
And if somebody loves you
won't they always love you?
I look in your eyes
and I know that you still care for me.
Yeah. Yeah. Yeah.
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Lamaringoni
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4:47 AM
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
e já que chove...
quem quer uma meia calça dessas?
ou dessas?
eu quero, tá?
algum amigo que tá nas gringas quer trazer?
essas e outras belezocas divertidas você acha aqui
ou dessas?
eu quero, tá?
algum amigo que tá nas gringas quer trazer?
essas e outras belezocas divertidas você acha aqui
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Lamaringoni
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5:31 PM
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