Mostrando postagens com marcador saudade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saudade. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Preciso me encontrar

do grande mestre, Cartola.

http://www.youtube.com/watch?v=HN0_mN7fWa8&feature=player_embedded#!

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar...

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Sorrir prá não chorar
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

I may not always love you... And I won't.

Todo fim de relacionamento parece o fim do mundo, e todo mundo sabe disso.
A gente sente que o mundo parou, abriram um buraco e arrancaram algo muito muito grande, lindo e importante de dentro do nosso peito e no lugar botaram um pedregulho que cutuca insistentemente a ferida aberta.

No começo pode ser mais fácil se a gente tem raiva do ser (outrora / ainda) amado, porque a raiva parece ajudar a esquecer tudo de bom que o outro tinha. Mas né, todo mundo sabe que depois a raiva passa e daí vem ela, a saudade. A falta, ainda que inadmissível, o cheiro que é sentido a cada esquina, o rosto que é visto em todo lugar. Sintomas da abstinência. 

Nessas horas parece ser impossível acreditar que aquele amor vá passar. Daí a gente ouve música de fossa, esconde uma lagriminha aqui, chora outras várias ali. Parece que toda e qualquer novidade está pedindo pra ser compartilhada com o ex, parece que o mundo nos manda mensagens subliminares, parece que o universo espera que algum dos dois (e a gente pensa: "dois TEIMOSOS, burros, infelizes" etc, etc e tal) dê o braço a torcer e que na verdade nós fomos feitos um para o outro, como é possível deixar de amar aquele ser? Deus sabe que é impossível, que o dia que a gente deixar de se amar, não fará mais sentido a nossa existência... Ah, mas a gente saber que o amor vai passar. Só é duro acreditar que vai.

Eu, com essa minha mania de querer tudo juntoaomesmotempoagora quero abraçar o mundo, e quero que tudo fique bem pra ontem. e quero que venha vida nova com o outono, que se apressa em me contar que o inverno, a estação oficial da carência afetiva, não tarda.

E eu quero tudo pra hoje. Esquecer o velho e brindar o novo. E nessas horas fica difícil respirar. Daí parece que o cartão de crédito faz um bem... mas no fundo não faz nada. só me faz perder o sono na madrugada, quando além de lidar com amores brutos ainda tenho que fazer ginástica pra fechar o orçamento estourado em momentos de depressão. Coisa linda. Ah, e pra ajudar ainda tem o inferno astral, me contando que os 26  estão aí, que eu não tenho nada de muito concreto feito e e que meu futuro é meio piada. Fica fácil dormir, aí. E o tempo teima em desabar, como aquelas chuvas que me deixam tão deprimida. Pelo menos, penso eu numa medida de inútil consolo, os dias tem sido lindos. Ao menos isso.

Mas ai, eu sei que passa. E depois que passar eu volto a ser uma pessoa legal. tá? Me aguentem agora, amigos, porque eu to precisando mesmo ser pentelha.

quinta-feira, 24 de março de 2011

melancolia e saudade

O "sentimento" da melancolia parece inscrever-se numa constelação de afecções da alma que vão da tristeza à angústia, sem esquecer o tédio. Na medida em que pertence à esfera do "psicológico", há interferências entre esses três "estados da alma", em especial entre a tristeza e o tédio. A angústia, essa, é mais nítida. Menos indistinta, leva o ser à beira da própria negação. Mais não é, aliás, que a vida subtraída ao futuro, asfixiada por um presente sem dimensões. [...] De certa maneira, o anustiado tem excesso de vida e de impaciência; não compactua com o futuro nem projeta nele as cores da sua angústia. Ao contrário da melancolia, a angústia não comporta o "jogo" com o tempo - tudo é urgência, a própria memória fica como que em suspenso. O campo próprio da angústia é o da imaginação, imaginação do pior, em que o real fica de fora. O tédio, pelo contrário, remete-nos para o real, para o tempo, mas não para o jogo do tempo[...]. A realidade está a mais, e nós também. nâo precisamos pedir ao Tempo que suspenda seu vôo, como no poema em que a Melancolia romântica se encenou. Está já suspenso, ou melhor, roda invariavelmente em torno de si mesmo...

[Eduardo Lourenço - Mitologia da Saudade]

sábado, 19 de março de 2011

Sem Fantasia

Vem, meu menino vadio
Vem, sem mentir pra você
Vem, mas vem sem fantasia
Que da noite pro dia
Você não vai crescer
Vem, por favor não evites
Meu amor, meus convites
Minha dor, meus apelos
Vou te envolver nos cabelos
Vem perde-te em meus braços
Pelo amor de Deus
Vem que eu te quero fraco
Vem que eu te quero tolo
Vem que eu te quero todo meu
(...)



chico buarque

quarta-feira, 16 de março de 2011

Let's do it

eu sei lá
Vai saber
A gente faz o que dá pra fazer
Deixa estar
Manda ver
Que a vida faz da gente o que quer
Faz chorar
Dá prazer
E é um tudo um jazz
E tanto faz
Eu quero mais é ser feliz
Sem quás, quás, quás
Nem ti, ti, tis
No more to "bes" or not to "bes"


(Léa Freire/ Jean Garfunkel)

ouça aqui

quinta-feira, 10 de março de 2011

o guardador de rebanhos

Em homenagem à noite mais memorável do carnaval 2011. Para Anita e Artur. Depois virá um com palavras minhas.


VIII
Num meio-dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas…
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!
Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas.
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar no chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou —
«Se é que ele as criou, do que duvido» —
«Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres.»
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.
Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.
A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E a outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é o de saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.
A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontando.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo um universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.
Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens
E ele sorri, porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos-mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos os muros caiados.
Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.
Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate as palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.
Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?

quinta-feira, 3 de março de 2011

problema de mulherzinha

tem horas que eu queria ser macho,
mas tão macho,
que era pra poder te dar umas porradas,
mandar parar de besteira
e vir aqui cuidar de mim,
que eu to com fome e tá na hora do jantar.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Das despedidas II

doismiledez foi um ano esquisito. algumas conquistas, outras perdas, nota 5 no balanço geral. não vai deixar saudade não.

doismileonze tem toda cara de que vai ser um ano legal.

mas todos os anos, quando chegam, não a tem?

é como uma criança: o que nasce vem cheio de potencial.


Resta-me torcer que esse não fique pelo caminho.


feliz doismileonze.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ninguém sabe.

mas a verdade é que me falta qualquer coisa. qualquer coisa que ri, qualquer coisa que chora. me falta qualquer coisa de belo, de azul, de triste e de contente. me faltam palavras. me faltam coisas.

e outras me sobram. aos borbotões. desmancho-me em melancolia e saudade, em tédio e abandono. construo-me em risadas para precaver o grito histérico que quer brotar dos meus lábios.

nesses dias de sol, me pego a pensar que algumas coisas poderiam ter sido diferentes. eu só não consigo saber quais. enquanto isso, espero meu carpete de flores, que virá quando o carnaval chegar.



terça-feira, 21 de setembro de 2010

primavera, verão, outono, inverno... e primavera

Baby love, my baby love

You'll find that life is still worthwhile,If you just smile
Light up your face with gladness
Smile though your heart is aching


Altho' a tear may be ever so near, that's the time you must keep on trying

Smile even though it's breaking
Hide every trace of sadness
When there are clouds in the sky - You'll get by

Smile through your fear and sorrow,
Smile and maybe tomorrow
You'll find that life is still worthwhile,
If you just smile

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

do fundo do baú - parte 2

Abril de 1988 - Casa da Vó Marica e da Tia Rosita. O ovo, eu e a Lola
Mã, eu e Lolô
Eu bem faceira com uma boneca horrorosa que eu amava.

Deu vontade de mostrar quando eu era pequenina. bons tempos, aqueles.

domingo, 22 de agosto de 2010

do fundo do baú

mais uma "pérola" que achei durante minha faxina, num pedaço de papel:


Valeu a pena investir tanto tempo, tanta energia, tanto amor?
Agora que os dias são belos e frios eu visto meu agasalho, me conforto.
E tudo que quero é comer um quindim

sábado, 21 de agosto de 2010

Entre as ondas

O velho marinheiro que
perdeu as graças do mar
é velha caravela
sem vela
já não pode navegar

E se já perdeu
o encanto de se perder
perdeu o prumo
perder o rumo
navegar
navegar

-------

Achei esse texto hoje, escrito pelo meu próprio punho numa folha de caderno, no meio dos textos lidos na graduação. tem junto uma linha de flauta, só dizendo as notas, sem tempo sem nada, e o título diz "Música". Não lembro de ter escrito, até procurei na internet para ver se não era letra de alguma canção que eu tinha na cabeça na época. Não achei nada. Imagino que tenha sido escrito numa aula de literatura portuguesa, pela inspiração navegativa. Não sei se gosto, mas fica postado aqui como registro de uma época. A data é de 18/11/06

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Medusa

E era como se, por onde passasse, os jardins petrificassem e o mundo brilhasse sob pálida e gélida luz.

Tudo era belo, mas não lhe pertencia.

domingo, 8 de agosto de 2010

Palavras de amor ao léu

entre os que desdenham e os que juram amor demais, eu fico com um bom samba, cachaça e saudade.

eu só queria saber direitinho por onde andarão nossos caminhos.

ou queria saber fazer joguinhos. queria não ligar. queria entender vossas cabeças.

sim, tem horas que eu queria ser homem, bêbado e sambista. maldita sociedade falocêntrica.

é que, por mais inocente que seja, ainda há alguma poesia na bebedeira dos velhos poetas.

mas tudo isso não passa de paranóia feminina, você dirá. dirão todos. direi eu, inclusive.

o que ninguém sabe, desconfio, é que bastariam poucas coisas para essa paranóia passar.

maldita tpm.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quem é essa mulher?

Ela é ninguém.
Ela é mais uma entre as dezenas que passam, todas as noites.

Quem é essa mulher?

Você não se lembrará dela, semana que vem.
Nem ela de você, se isso lhe faz sentir melhor.

Quem é essa mulher?

Ela apenas passou, como passaram outras.
E sorriu, como sorriram outras.
E você notou, como notou as outras.
E desejou, como as outras.
E não possuiu, como possuiu outras.

Quem é essa mulher?

Ela é ninguém.
Ela é multidão.

sábado, 3 de julho de 2010

A fruta da árvore... peixinho é.

Hoje eu descobri que gosto de Marina Lima. 

É, eu sei. Datado. Esquisito. Aleatório... Talvez nem tanto.

Estava aqui, nessa madrugada esquisita de sábado, pensando em como a vida anda rápido, dá voltas, pessoas entram e saem dos nossos destinos sem o menor aviso prévio - sim, sim, aquela coisa toda muito deprê e/ou emotiva e/ou motivacional e/ou saudável que vez ou outra fazemos para arrumar as idéias (as minhas com acento, sim senhor!) e seguir nossas existências - quando uma frase pulou na frente de toda essa baderna. Seis palavras, sem mais nem menos: "eu não sei dançar tão devagar". A rima veio menos de um segundo depois "para te acompanhar". Antes que me desse conta, já pensava em Marina Lima e digitava os versos no google, buscando pelo áudio.

Marina é uma cantora que eu jamais citaria entre as minhas favoritas. Certamente não entraria em nenhuma lista consciente que eu pudesse ter feito nos últimos anos, e provavelmente jamais figuraria em uma conversa minha com algum amigo. Mas ela surge assim, do nada, quando tem que vir.

Marina é a cantora da minha infância, de quando lembro da minha mãe ouví-la no aparelho de som a todo volume, e me chocar  - aquele choque de incompreensão - com versos que diziam "é que eu tô grávida, grávida de um beija-flor, grávida de terra, de um liquidificador. E vou parir um terremoto, uma bomba, uma cor, uma locomotiva a vapor". Lembro de pensar coisas como "Como pode alguém cantar que está grávida?" Grávida parecia uma palavra tão feia para "esperando neném"... E ainda por cima esperando um trem! Entre choques e desgostos, cresci ao som de Marina. 

Foi dela a minha primeira versão de Fullgás, foi Marina que me contou o que era topless e que as meninas andavam de bundinha de fora. Conheci o primeiro carente profissional com ela. Por essas e outras, como não gostar de Marina? Como não ter Marina no fundo do imaginário? Marina não é luxo nem lixo, Marina, em mim apenas existe. À francesa.

terça-feira, 29 de junho de 2010

chove

as marcas em minha pele anseiam dias melhores,

como os de ontem. e os de amanhã.

sinto saudades de você. todos os minutos.


estranho?


já me acostumei a estranhar-te.

Music Monday X

faz tempo que eu não posto por aqui. mas hoje é segunda, e por isso é dia de music monday.
vamos, é claro, com eles, my beloved beatles.

Two of us
Lennon/McCartney
Lançada em 1969 e composta pelo Paul para a Linda.





Two of us riding nowhere
Spending someone's
Hard earned pay
You and me Sunday driving
Not arriving
On our way back home
We're on our way home
We're on our way home
We're going home

Two of us sending postcards
Writing letters
On my wall
You and me burning matches
Lifting latches
On our way back home
We're on our way home
We're on our way home
We're going home

You and I have memories
Longer than
the road that stretches out ahead

Two of us wearing raincoats
Standing so low
In the sun
You and me chasing paper
Getting nowhere
On our way back home
We're on our way home
We're on our way home
We're going home

You and I have memories
Longer than the road that
stretches out ahead

Two of us wearing raincoats
Standing so low
In the sun
You and me chasing paper
Getting nowhere
On our way back home
We're on our way home
We're on our way home
We're going home

You and I have memories
Longer than the road that
stretches out ahead

Two of us wearing raincoats
Standing so low
In the sun
You and me chasing paper
Getting nowhere
On our way back home
We're on our way home
We're on our way home
We're going home

[We're going home...
Better believe it]

sexta-feira, 25 de junho de 2010

no dia em que o sol morreu

"por entre os fios dos seus cabelos,
por entre os dedos da minha mão
passaram certezas e dúvidas..."

é, ando deixando muito a desejar, por aqui.

mas eu volto, prometo.