quarta-feira, 18 de agosto de 2010

É tudo um grande engano


Eu queria, meu bem, eu juro que queria saber fazer joguinhos.


Seria bem melhor pra mim, acredite.

Mas eu também queria que você soubesse que eu não te amo. Nem sequer estou apaixonada. Você é ótimo, é verdade. Mas vale bem menos do que pensa.

E eu valho bem mais do que você me credita. A verdade é que possivelmente eu sou a melhor coisa que passou pela sua vida nos últimos tempos, com todo respeito a todas as mulheres que você comeu. E que não foram poucas. Mas eu sou melhor que elas, eu sei. Eu sinto.

Não se espante, não te quero pra marido, namorado, nada dessa coisa de vivermos eternamente juntos e sermos felizes para sempre. Não. Eu só queria te ter mais uma vez. Só mais uma. Sabe aquele lance "te levo pro motel, te como direitinho, de deixo em casa com beijinho de boa noite e acordo amassado em casa, sozinho"? Então, bem isso. Estou nessa vibe também.

Acontece que você pensa que eu sou outra coisa, que eu quero outra coisa. Mas não. Sei que a culpa é minha: o sangue italiano me deu essa coisa de ser intensa, chorar, gritar, rir, gemer e amar com muita facilidade. Mas olhe, se assuste não: é só sexo.

Agora vê se larga disso, venha cá e coma-me, por favor.

3 comentários:

Don Mattos disse...

ai, doeu...

Anônimo disse...

Amei é tudo que eu queria com um certo teacher....

hehehehe

Ana Pessotto disse...

ou seja... não ponha chifre na cabeça do cavalo; não faça uma novela de uma palavra; não provoque tsunami em copo d'água. A coisa é mais simples do que parece e, periga: as mulheres aprenderam isso com os homens, que parece que não se acostumaram com uma mulherada tão objetiva...