quarta-feira, 31 de março de 2010

Maybe I'm Amazed...



... e o Paul é o melhor cantor/baixista/violonista/ukelelista /guitarrista/performer/etc/etc do mundo.

Amanhã eu escrevo pra contar como foi. Ainda to em choque, e sem palavras pra descrever. Só adianto que foi lindo demais e que sim, fui escolhida (junto com a minha amiga Ju) pelo pessoal da organização e assisti ao show NA PRIMEIRA FILA! Gente fina, elegante e sincera é outro papo. Desculpem gentes, mas hoje to me sentindo VIP demais.

Amanhã eu conto como foi chorar vendo os olhos (muito azuis) do Paul, amanhã eu conto como foi ver ele se emocionar falando do John, da Linda e do George. Amanhã eu conto como foi chorar ouvirndo Something no ukelele. Amanhã eu conto do sorriso dele. Amanhã eu conto do blackbrid, da lua gigante que tinha no palco, do globo terrestre, do telão que mostrou fotos dele, da família, dos beatles... Amanhã eu conto dos fogos que nos assustaram/encantaram. amanhã eu falo dos dois "bis". Amanhã eu conto dos nossos gritos histéricos. Amanhã eu falo como foi ser olhada pelo seu maior ídolo. Amanhã... queria que o amanhã num chegasse nunca, só pra viver eternamente no dia do show do Paul, a coisa mais incrível que já aconteceu na minha vida.

Boa noite, mundo. Boa noite, Paul.


ps. A foto do post é minha, eu tirei no show. É a minha favorita.
ps2. o setlist do show foi lindo:


1.Venus And Mars / Rock Show
2.Jet
3.All My Loving
4.Letting Go
5.Got To Get You Into My Life
6.Highway
7.Let Me Roll It / Foxey Lady
8.The Long And Winding Road
9.Nineteen Hundred And Eighty Five
10.(I Want To) Come Home
11.My Love
12.I’m Looking Through You
13.Two Of Us
14.Blackbird
15.Here Today
16.Dance Tonight
17.Mrs Vandebilt
18.Eleanor Rigby
19.Something
20.Sing The Changes
21.Band On The Run
22.Ob-La-Di, Ob-La-Da
23.Back In The USSR
24.I’ve Got A Feeling
25.Paperback Writer
26.A Day In The Life / Give Peace A Chance
27.Let It Be
28.Live And Let Die
29.Hey Jude
30.Day Tripper
31.Lady Madonna
32.Get Back
33.Yesterday
34.Helter Skelter
35.Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band / The End

segunda-feira, 29 de março de 2010

Das despedidas

Ando sem tempo pra escrever aqui, mas é que a vida tem acontecido de verdade lá fora. Muitas coisas pra fazer, muito pra empacotar... Muitos adeus pra dizer.

Nenhuma lágrima, ainda, molhou essa face.

Mas ela há de vir.

Por enquanto, só o coração que bate ansioso pela chegada, e a garganta aperta pela partida, no melhor estilo bittersweet.

E eu sei é melhor assim. Há de ser.

Enquanto isso... Bem, me resta contar os dias, que escorrem rapidamente na ampulheta imaginária.

Fiquem bem. Eu estou bem.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Encontrei pelo youtube

Da série lembranças de faculdade...

Um rock composto por um dos professores que mais me marcou no decorrer do curso de letras, pela competência, humor e sinceridade. Eu acho a música hilária, mas sei lá... sou suspeita. Com vocês, o Rock da Linguista Antropológica, de Emilio Pagotto, na voz da Zuleika ao som dos Confirmados:



Ah, o vídeo é antigo, da época que um dos confirmados era o baixista Marco Fonseca, meu querido amigo, que hoje toca na Gran Cassino, ao lado de outra querida, a Yve Sarkis. Aliás, saudades desses dois!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Enquanto isso, no lustre do castelo...

Eu tenho um post se formando na minha cabeça. É um desabafo/revolta e, enquanto ele não fica pronto, deixo aqui uma coisa linda que eu vi hoje e me deixou bem feliz.
Direto do blog (ótimo, por sinal) Trilha Para, uma música bem feliz e linda. É uma versão feita pela banda Pomplamoose pra canção "I don't wanna miss a thing" do Aerosmith.



Enjoy!

terça-feira, 16 de março de 2010

Madrugada

Já não consigo dormir sem ter teu corpo ao meu lado;

Você me diz bobagens, sussurra indecências ao meu ouvido, reclama do tempo que não passa e me fala de urgência.
Concordo, impotente, e por sobre os continentes e linhas, entre os oceanos, paralelos e meridianos, chegamos à beira do abismo. A urgência se faz imediata, emergência, instantânea. Sussurros, gemidos, corpos indistintos. Nós dois a nos perdermos em nossos próprios corpos.
E dez, ou vinte, ou quarenta ou sessenta minutos depois, quando é hora de morrer, a tua voz tranquila me dá boa noite, do outro lado do mundo.

Mas o caso é que eu já não consigo dormir sem te ter ao meu lado.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Spring days...

As cores encantam, brilham ao sol.
As pessoas sorriem mais.
Terão as crianças risos mais alegres, estarão os cachorros mais vistosos?
É verdade que há pássaros cantando?
Serão os dias são mais bonitos, agora?
Talvez seja apenas eu que perdi a névoa no olhar...

Será mesmo primavera, ou foi o tempo aqui dentro que passou e nem nos demos conta?

terça-feira, 9 de março de 2010

Leis

É, talvez eu seja uma garota que se perdeu em meio a tantas coisas que havia para serem vistas.
Ou talvez eu seja uma mulher que se encontrou em meio a tantas coisas que estavam perdidas.
Talvez ainda haja muito para ver, muito para se perder, muito para se encontrar.
Talvez eu me encontre, talvez me perca. Talvez te encontrarei um dia, talvez esse dia nunca chegue.
Talvez eu acorde e perceberei que estou ao teu lado, ou então, talvez eu durma e aí sim esteja contigo.
Talvez as coisas nunca tenham sido feitas para serem achadas, talvez elas nunca se percam de fato.
Talvez seja tudo um sonho, ou talvez sonhemos com a realidade...

Tanto paralelismo, tanta relatividade... Einstein, Murphy, Newton... Tantas leis, tanta ordem... Mas... talvez... talvez, quem sabe?

sexta-feira, 5 de março de 2010

Ontem fui à papelaria

Ontem fui à papelaria. Comprei um caderno novo, com folhas em branco, pautadas.
Comprei canetas coloridas, de todas as cores. Pontas finas, 0,3mm, porosas. Multicolorido, um arco-íris em dez tons. Sentei-me em casa, observei as ferramentas. Tudo pronto pra recomeçar.
Depois do nome e telefone, escrevi no meu caderno a seguinte conclusão: 

Uma vida nova, verdinha, crescendo. 
Um novo começo, mil possibilidades
Novos-velhos sonhos
Uma idéia na cabeça,
A caneta nas mãos
e um telefone que não toca.

Para ver as meninas...


Hoje eu quero apenas uma pausa de mil compassos. Para ver as meninas. E nada mais nos braços, só este amor, assim... Descontraído.


Porque hoje eu vou fazer uma samba sobre o infinito.


Quem sabe de tudo não fale, quem não sabe nada se cale.

(Meu coração pulsa feliz pensando na volta ao Brasil, mas fica apertadinho de saudades dessas duas pequeninas, que são a maior prova de amor honesto, inocente, puro e verdadeiro. Clichê, sim, mas o melhor deles).

pra ver ao som de Paulinho da Viola, por Marisa Monte



segunda-feira, 1 de março de 2010

Senhora, serpente, princesa...

Você pensa que eu tenho tudo, e vazio me deixa.
Mas deus não quer que eu fique mudo, e eu te grito essa queixa.

Caetano tem horas que é foda. Hoje, por exemplo.




Um amor assim delicado
Você pega e despreza
Não devia ter despertado
Ajoelha e não reza
Dessa coisa que mete medo
Pela sua grandeza
Não sou o único culpado
Disso eu tenho a certeza
Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora, me diga onde eu vou
Senhora, serpente, princesa
Um amor assim violento
Quando torna-se mágoa
É o avesso de um sentimento
Oceano sem água
Ondas, desejos de vingança
Nessa desnatureza
Batem forte sem esperança
Contra a tua dureza
Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora, me diga onde eu vou
Senhora, serpente, princesa
Um amor assim delicado
Nenhum homem daria
Talvez tenha sido pecado
Apostar na alegria
Você pensa que eu tenho tudo
E vazio me deixa
Mas Deus não quer que eu fique mudo
E eu te grito esta queixa
Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora, me diga onde eu vou
Amiga, me diga...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

As mariposas vão pousar

Ela tinha se esquecido como era bom.  Tinha esquecido o poder de renascer, de se refazer, de reinventar-se e ressugir nova, vistosa.

Tinha esquecido, logo ela, que as levava impressa na pele, sobre a nuca. Tinha esquecido das borboletas.

Esquecera-se das conversas pela madrugada; esquecera-se de como compartilhar as pequenas bobagens da vida. Esquecera-se de como era rir de coisas pequenas. Esquecera-se de como era corar ao som de uma risada. Esquecera-se de como era dizer "tenho medo", e ser protegida, acalentada.

Mas ela sabia que ele lhe mostraria. E ela, em casa enfim, se lembraria.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Vinícius...

Recebi hoje um poema, com a seguinte epígrafe: Quando ele escreveu esse poema, estava escrevendo pra ti.

Exageiros à parte, faz muito bem pra alma ler algo assim. E que o Vinícius de Morais é foda, ah, disso ninguém duvida.

Segue, então, o "Receita de mulher": (para ser lida ao som de Yann Tiersen - Lara's Castle)



As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível. É preciso
Qu tudo isso seja belo. É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflita e desabroche
No olhar dos homens. É preciso, é absolutamente preciso
Que tudo seja belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Eluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como ao âmbar de uma tarde. Ah, deixai-e dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos, então
Nem se fala, que olhem com certa maldade inocente. Uma boca
Fresca (nunca úmida!) e também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas, e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é, porém, o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes. Indispensável
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteie em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de 5 velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas bem haja um certo volume de coxas
E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
No entanto, sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!)
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos. A pele deve ser fresca nas mãos, nos braços, no dorso e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior
A 37° centígrados podendo eventualmente provocar queimaduras
Do 1° grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra; e
Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro da paixão
Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que, se se fechar os olhos
Ao abri-los ela não mais estará presente
Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ele não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

transeunte

Acabo de chegar de San Francisco; Muito a dizer, milhares de sensações, me fogem as palavras. 48h de coisas re-vistas, novas vistas, novos cheiros, velhas imagens... jogo aqui apenas as coisas que me ocorrem agora, como um registro embaralhado das boas lembranças que ficam desses dois dias. as fotos virão depois.

Um exemplar da biografia do Ozzy autografado; um exemplar em inglês do "On the road", comprado na City Lights, livraria beatnik; chocolates, cartões postais, pérolas, Chás, SFMOMA, boas lembranças, boas companhias, bons cheiros, boa comida, muitas fotos, muita caminhada, milhares de risadas, cansaço gigantesco, 1600 quilômetros rodados, bondes, trens, carros, chuva, sol, música, massa com molho ragu, frio, lemonade, câimbras, sono, starbucks, walgreens, mapas, rotas, ruas, perder-se, achar-se, igreja, Alcatraz, ferri, mercado, ponte, pedágio, gasolina, ravioli de nozes, hambúrguer, vinho, água...

Quando for a San Francisco, não esqueça de usar flores nos cabelos.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

sob medida

Se você crê em Deus
Erga as mãos para os céus
E agradeça
Quando me cobiçou
Sem querer acertou
Na cabeça
Eu sou sua alma gêmea
Sou sua fêmea
Seu par, sua irmã
Eu sou seu incesto
Sou igual a você
Eu nasci pra você
Eu não presto
Eu não presto

Traiçoeira e vulgar
Sou sem nome e sem lar
Sou aquela
Eu sou filha da rua
Eu sou cria da sua
Costela
Sou bandida
Sou solta na vida
E sob medida
Pros carinhos seus
Meu amigo
Se ajeite comigo
E dê graças a Deus

Se você crê em Deus
Encaminhe pros céus
Uma prece
E agradeça ao Senhor
Você tem o amor
Que merece

(Chico Buarque)

(o vídeo é péssimo, mas era o único do youtube que tinha o Chico cantando. Fafá de Belém e Simone num rolava)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

chove

Chove lá fora,
chove em minh'alma
chove em todo lugar.
mas meus olhos permanecem secos.

Não é que não doa,
pelo contrário: dói demais
Só não consigo crer
que dessa vez é de verdade.

A surpresa me impede
não choro, não rio
não desespero,
não vivo.

uma espécie de transe
me domina os sentidos
e numa monotonia
ilusória sigo vivendo.

Chove lá fora,
chove em minh'alma
chove em todo lugar.
mas meus olhos, incrivelmente,
ah, esses permanecem secos.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Pois é

Pois é
Fica o dito e redito por não dito
E é difícil dizer que ainda é bonito
Cantar o que me restou de ti

Daí
Nosso mais-que-perfeito está desfeito
E o que me parecia tão direito
Caiu desse jeito sem perdão

Então
Disfarçar minha dor eu não consigo
Dizer somos sempre bons amigos
É muita mentira para mim

Enfim
Hoje na solidão ainda custo
A entender como o amor foi tão injusto
Pra quem só lhe foi dedicação

Pois é, então

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

É pedir demais?

É pedir demais ser feliz na vida? Deveria ser mais fácil do que ser rico, mas às vezes me parece tão impossível quanto. É pedir demais ficar ao lado da pessoa que escolhemos, viver todos os dias em paz, sem muitos luxos, mas tranquilamente? É pedir demais, um pouco de confiança? é pedir demais?



é. pedi demais.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Frio e calor.

Hoje foi um dia feliz. Saí de casa às sete e pouquinho da matina e fui pra big bear lake, nas montanhas. Eu e Jonas (o que poderia quase ser Eu e Eu, porque Jonas é o nome que eu teria, se fosse menino). Jonas é meu amigo amado, de quem já falei aqui antes. Ele está aqui a passeio, visitando a mulher dele que é foda e tá fazendo doutorado sanduíche-íche na UCLA. Então, Enquanto a Ju ia fazer uma viagem de estudos pra conhecer umas gravuras do Blake, nós fomos fazer turismo na parte (muito) fria da califórnia.

Chegamos (entre os precalços do caminho) à vila de Big Bear às onze e meia da manhã, e estava quente: 35 graus... farenheit. Na conversão prática, isso dá "max ou menox" "nax baiz" de 1,5 graus celsius... tá bom ou quer mais? nós queríamos mais.

Depois de comer igual a dois gordos (que evidentemente não somos) na Ihop - rolava uma promoção "all you can eat" de panquecas e os mortos de fome acharam uma boa idéia - fomos virar crianças: hora de bater todo tipo de foto na beira do lago congelado. Eu fiz um anjo na neve - nhóóóóun - e o Jonas congelou a bunda. 

Quando já estávamos bem gelados, andamos pela vila toda, entrando em lojinhas de todo tipo: de "galerias de arte" até lojas de decoração, artesanato e, lógico, presentes e roupas. Cansados dessa vida consumista, hora de brincar mais um pouco. No caminho, pausa no mercado pra comprar os famosos Whoppers, de que a Gabi tanto falou, e o Jonas estava curioso pra provar. Dica: se um dia vier aos Eua, não deixe de ir a qualquer mercado e comprar uma caixa de Whoppers. É um chocolate tão gostoso que vale cada um dos seus 191 centavos.

Daí, depois disso, foi a hora que a gente virou criança de verdade: fizemos - sim, morram de inveja, brasileiros num verão escaldante - um lindo boneco de neve! Levou um tempão, pois a gente num tinha o "nourráu", mas foi extremamente divertido. A gente ficou tão orgulhoso que num teve coragem de destruí-lo depois (o que era o plano do Jonas, não o meu, porque eu sou mulherzinha mesmo). Até fizemos uma homenagem pros nossos queridos brasileiros, e escrevemos nossa pátria usando gravetinhos.

Chegamos à hora crucial: cinco da tarde, ao pôr-do-sol: ou enfrentávamos o trânsito (medonho - amigos florianopolitanos, sabem aquele congestionamento monstro do verão, no morro da praia mole, quando começa a chover de repente? Era bem isso. Aos paulistas, era o trânsito da Dutra em volta de feriado. Aos demais, hum... não sei, não tenho mais parâmetros...) que descia as montanhas ou nos enrolávamos por lá até o trânsito passar. Escolhemos a segunda opção e fomos tomar uma sopa quentinha no Nottinhan's Taberne, que fica em frente à Robin Hood Cabin. Depois disso fomos aproveitar de tudo que a "naite" bigbearense tem a oferecer... Boliche no Red Barn Bowling! A gente se amarrou nos sapatos estilosos, na trilha sonora, na nossa ginga de jogadores profissionais e, além de tudo, no menininho figura, de 3 anos, que jogava na pista ao lado. Ele queria ir correndo pela pista, junto com a bola, pra derrubar os pinos. Disputamos 3 partidas, das quais o Jonas  ganhou a primeira (de lavada, diga-se de passagem) e eu ganhei as duas últimas, com direito à um strike. Me achei "a" jogadora.

Noite chega, e com ela é hora de enfrentar as montanhas: 4 horas de viagem, chego em casa às 11 e meia da noite, com o coração feliz. Foi um dia gostoso, maravilhoso ter um amigo tão querido perto, poder partilhar com ele um mundo diferente, e ser criança quando deu vontade, e falar da vida quando deu vontade, e rir quando deu vontade, e reclamar quando deu vontade... Um dia, em suma, de muita conversa, muitas risadas, muito frio e muito, muito calor. Daqueles de aquecer a alma.

Obrigada, Jonas.


domingo, 31 de janeiro de 2010

One

se a gente já não sabe mais
rir um do outro, meu bem
então o que resta é chorar
e talvez
se tem que durar
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
 
Aimee man tem razão: Um é o número mais solitário que você pode encontrar. E Dois, bem... pode ser tão ruim quanto, afinal, Dois é o número mais solitário depois do Um. Depois que você foi, eu passo meus dias fazendo rimas de ontem. Um é o número mais solitário que já existiu.






One is the loneliest number
That you'll ever do
Two can be as bad as one
It's the loneliest number since the number one

No is the saddest experience
You'll ever know
Yes, it's the saddest experience
You'll ever know
Because one is the loneliest number
That'll you'll ever do
One is the loneliest number
That you'll ever know

It's just no good anymore
Since you went away
Now I spend my time
Just making rhymes
Of Yesterday

Because one is the loneliest number
That you'll ever do
One is the loneliest number
That you'll ever know

One is the loneliest number
One is the loneliest number
One is the loneliest number
That you'll ever do
One is the loneliest number
Much much worse than two
One is a number divided by two


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Choose life...

(novembro de 2009)

a vida que eu escolhi não tem luxos: não tem riquezas, hotéis cinco estrelas, viagens pelo mundo. a vida que eu escolhi não tem glamour.
a vida que eu escolhi é construída a cada dia: pensando que, no fim do mês, pode ser que não dê pra comprar aquela blusa nova, já que abusei no meio do caminho.
a vida que eu escolhi é simples, mas tem seus momentos de glória. Aliás, tem muitos desses momentos. momentos singelos, como um café da manhã na cama, um beijo de boa noite, ou um carinho nos cabelos, pra fazer dormir.

a vida que eu escolhi tem o conforto de um abraço, um beijo, uma calçada ensolarada, num jardim de um museu. e a beleza do por do sol que se seguiu.
a vida que eu escolhi tem a singeleza de um gesto, uma pequena orquídea amarela, numa noite chuva, vento e frio. e terá o calor de um cálice de vinho, e um filme não acabado.
a vida que eu escolhi tem a alegria de ganhar uma canção, que não tocará nas rádios do mundo, mas que foi feita só pra mim, enquanto eu dormia calmamente no sofá. ou no quarto. ou na casa da minha mãe.

a vida que eu escolhi tem umas coisas inexplicáveis, como passar a tarde sentada num banco de loja, falando bobagens, e me sentir plena. ou atravessar a cidade apenas pra almoçar junto.

a vida que eu escolhi me inunda de felicidade, quando ouço uma canção que antes não fazia sentido.

a vida que eu escolhi é assustadora porque é real. porque tem problemas, dificuldades. porque tem passado, presente e futuro.

a vida que eu escolhi é feita de erros e acertos, muitos, muitos erros. e alguns acertos, bem-feitos.
ela tem a beleza dos amantes, a calma dos velhos e a energia dos infantes.
e tem jantares com amigos, planos de mudar os móveis, aventuras para instalar um armário numa cozinha oca, adotar uma gata e chamar de filha, telefonemas na madrugada, declarações de amor...
isso. a vida que eu escolhi tem, antes de tudo, amor.
e o melhor de tudo é que a vida que eu escolhi já começou. eu só espero voltar pra ela. todos os dias.